sábado, 13 de agosto de 2011

dislexia

dislexia
Definida como um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração, a dislexia é o distúrbio de maior incidência nas salas de aula. Pesquisas realizadas em vários países mostram que entre 05% e 17% da população mundial é disléxica.

Ao contrário do que muitos pensam, a dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-econômica ou baixa inteligência. Ela é uma condição hereditária com alterações genéticas, apresentando ainda alterações no padrão neurológico.

Por esses múltiplos fatores é que a dislexia deve ser diagnosticada por uma equipe multidisciplinar. Esse tipo de avaliação dá condições de um acompanhamento mais efetivo das dificuldades após o diagnóstico, direcionando-o às particularidades de cada indivíduo, levando a resultados mais concretos.

Sinais de Alerta

Como a dislexia é genética e hereditária, se a criança possuir pais ou outros parentes disléxicos quanto mais cedo for realizado o diagnóstico melhor para os pais, à escola e à própria criança. A criança poderá passar pelo processo de avaliação realizada por uma equipe multidisciplinar especializada (vide adiante), mas se não houver passado pelo processo de alfabetização o diagnóstico será apenas de uma "criança de risco".


Haverá sempre:
seta_verdedificuldades com a linguagem e escrita ;
seta_verdedificuldades em escrever;
seta_verdedificuldades com a ortografia;
seta_verdelentidão na aprendizagem da leitura;



Haverá muitas vezes :
seta_verdedisgrafia (letra feia);
seta_verdediscalculia, dificuldade com a matemática, sobretudo na assimilação de símbolos e de decorar tabuada;
seta_verdedificuldades com a memória de curto prazo e com a organização’;
seta_verdedificuldades em seguir indicações de caminhos e em executar seqüências de tarefas complexas;
seta_verdedificuldades para compreender textos escritos;
seta_verdedificuldades em aprender uma segunda língua.

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Haverá às vezes:
seta_verdedificuldades com a linguagem falada;
seta_verdedificuldade com a percepção espacial;
seta_verdeconfusão entre direita e esquerda.

Pré -Escola
Fique alerta se a criança apresentar alguns desses sintomas:
seta_verdeDispersão;
seta_verdeFraco desenvolvimento da atenção;
seta_verdeAtraso no desenvolvimento da fala e da linguagem;
seta_verdeDificuldade em aprender rimas e canções;
seta_verdeFraco desenvolvimento da coordenação motora;
seta_verdeDificuldade com quebra cabeça;
seta_verdeFalta de interesse por livros impressos;

O fato de apresentar alguns desses sintomas não indica necessariamente que ela seja disléxica; há outros fatores a serem observados. Porém, com certeza, estaremos diante de um quadro que pede uma maior atenção e/ou estimulação.



Idade Escolar

Nesta fase, se a criança continua apresentando alguns ou vários dos sintomas a seguir, é necessário um diagnóstico e acompanhamento adequado, para que possa prosseguir seus estudos junto com os demais colegas e tenha menos prejuízo emocional:· Dificuldade na aquisição e automação da leitura e escrita;

seta_verdePobre conhecimento de rima (sons iguais no final das palavras) e aliteração (sons iguais no início das palavras);
seta_verdeDesatenção e dispersão;
seta_verdeDificuldade em copiar de livros e da lousa;
seta_verdeDificuldade na coordenação motora fina (desenhos, pintura) e/ou grossa (ginástica,dança,etc.);
seta_verdeDesorganização geral, podemos citar os constantes atrasos na entrega de trabalhos escolares e perda de materiais escolares;
seta_verdeConfusão entre esquerda e direita;
seta_verdeDificuldade em manusear mapas, dicionários, listas telefônicas, etc...
seta_verdeVocabulário pobre, com sentenças curtas e imaturas ou sentenças longas e vagas;
seta_verdeDificuldade na memória de curto prazo, como instruções, recados, etc...
seta_verdeDificuldades em decorar seqüências, como meses do ano, alfabeto, tabuada, etc..
seta_verdeDificuldade na matemática e desenho geométrico;
seta_verdeDificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomias)
seta_verdeTroca de letras na escrita;
seta_verdeDificuldade na aprendizagem de uma segunda língua;
seta_verdeProblemas de conduta como: depressão, timidez excessiva ou o ‘’palhaço’’ da turma;
seta_verdeBom desempenho em provas orais.

Se nessa fase a criança não for acompanhada adequadamente, os sintomas persistirão e irão permear a fase adulta, com possíveis prejuízos emocionais e conseqüentemente sociais e profissionais.


Adultos

Se não teve um acompanhamento adequado na fase escolar ou pré-escolar, o adulto disléxico ainda apresentará dificuldades;

seta_verdeContinuada dificuldade na leitura e escrita;
seta_verdeMemória imediata prejudicada;
seta_verdeDificuldade na aprendizagem de uma segunda língua;
seta_verdeDificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomia);
seta_verdeDificuldade com direita e esquerda;
seta_verdeDificuldade em organização;
seta_verdeAspectos afetivos emocionais prejudicados, trazendo como conseqüência: depressão, ansiedade, baixa auto estima e algumas vezes o ingresso para as drogas e o álcool.

DIAGNÓSTICO

Os sintomas que podem indicar a dislexia, antes de um diagnóstico multidisciplinar, só indicam um distúrbio de aprendizagem, não confirmam a dislexia. E não pára por aí, os mesmos sintomas podem indicar outras situações, como lesões, síndromes e etc.

Então, como diagnosticar a dislexia?

Identificado o problema de rendimento escolar ou sintomas isolados, que podem ser percebidos na escola ou mesmo em casa, deve se procurar ajuda especializada.

Uma equipe multidisciplinar, formada por Psicóloga, Fonoaudióloga e Psicopedagoga Clínica deve iniciar uma minuciosa investigação. Essa mesma equipe deve ainda garantir uma maior abrangência do processo de avaliação, verificando a necessidade do parecer de outros profissionais, como Neurologista, Oftalmologista e outros, conforme o caso.

A equipe de profissionais deve verificar todas as possibilidades antes de confirmar ou descartar o diagnóstico de dislexia. É o que chamamos de AVALIAÇÃO MULTIDISCIPLINAR e de EXCLUSÃO.

Outros fatores deverão ser descartados, como déficit intelectual, disfunções ou deficiências auditivas e visuais, lesões cerebrais (congênitas e adquiridas), desordens afetivas anteriores ao processo de fracasso escolar (com constantes fracassos escolares o disléxico irá apresentar prejuízos emocionais, mas estes são conseqüências, não causa da dislexia).


Neste processo ainda é muito importante:

Tomar o parecer da escola, dos pais e levantar o histórico familiar e de evolução do paciente.

Essa avaliação não só identifica as causas das dificuldades apresentadas, assim como permite um encaminhamento adequado a cada caso, por meio de um relatório por escrito.


Sendo diagnosticada a dislexia, o encaminhamento orienta o acompanhamento consoante às particularidades de cada caso, o que permite que este seja mais eficaz e mais proveitoso, pois o profissional que assumir o caso não precisará de um tempo, para identificação do problema, bem como terá ainda acesso a pareceres importantes.


Conhecendo as causas das dificuldades, o potencial e as individualidades do indivíduo, o profissional pode utilizar a linha que achar mais conveniente.

Os resultados irão aparecer de forma consistente e progressiva. Ao contrário do que muitos pensam, o disléxico sempre contorna suas dificuldades, encontrando seu caminho. Ele responde bem a situações que possam ser associadas a vivências concretas e aos múltiplos sentidos. O disléxico também tem sua própria lógica, sendo muito importante o bom entrosamento entre profissional e paciente.


Outro passo importante a ser dado é definir um programa em etapas e somente passar para a seguinte após confirmar que a anterior foi devidamente absorvida, sempre retomando as etapas anteriores. Ë o que chamamos de sistema MULTISSENSORIAL e CUMULATIVO.


Também é de extrema importância haver uma boa troca de informações, experiências e até sintonia dos procedimentos executados, entre profissional, escola e família.


Lembre-se que a ABD é seu ponto de apoio.

Blogdalouse: Exame de um paciente com Disfasia

EXAME DE UM PACIENTE COM DISFASIA

A avaliação de um paciente com suspeita de disfasia requer antes de tudo paciência. Além disso há necessidade de uma sistematização por parte do examinador e, finalmente, um ambiente adequado. A análise de tais distúrbios em conturbadas salas de emergência nunca deveria ser tomada como definitiva. Pacientes com reais disfasias deveriam ser reavaliados apropriadamente e, persistindo dúvidas, experts em distúrbios de linguagem deveriam ser chamados para opinar.

O seguinte esquema de investigação preenche os requisitos para um exame clínico essencial:

1. O paciente tem dominância na mão direita ou esquerda? No caso de ser esta última, ele seria capaz de escrever com a mão direita também?

2. Tem algum problema de audição? Uni ou bilateral? Qual a intensidade?

3. Ele identifica sons musicais ou ruídos emitidos por objetos?

4. Qual o seu nível educacional? Conhece algum idioma estrangeiro? Entende e obedece aos comandos?

5. Ele compreende a natureza dos objetos exibidos individualmente e é capaz de identificar sua utilidade?

6. Ele entende o significado de gestos e de pantomima e demonstra capacidade para se fazer entender por estes recursos?

7. Sua fala espontânea é de bom padrão? Caso não, em qual extensão e qualidade ela está comprometida?

8. Ele emprega parafasias? Utiliza neologismos? Usa um jargão ininteligível?

9. Pode repetir palavras faladas ao seu ouvido?

10. Tem algum transtorno visual? Uni ou bilateral? Qual a gravidade?

11. Ele é capaz de ler? Ler alto e sem titubear?

12. Tem capacidade para identificar números? Realizar cálculos básicos?

13. Demonstra capacidade para escrever? Sua escrita é de boa qualidade? Reproduz textos ou gravuras apresentadas? É capaz de fazer ditados?

14. Quando uma série de objetos lhe são apresentados simultaneamente, ele é capaz de identificá-los de modo apropriado? Apontando? Falando? Escrevendo?

Como Funciona a Sindrome de Tourette



Outras doenças de movimento

Enquanto a síndrome de Tourette está classificada sob a ampla gama de desordens motoras e, mais especificamente, como uma doença de tique, existem outras doenças que causam movimentos parecidos com tiques. Assim, como se pode distinguir a síndrome de Tourette de outra doença motora?

Existem muitas doenças motoras, condições neurológicas que podem afetar o movimento de uma pessoa ao alterar a velocidade, fluência, qualidade e facilidade de um determinado movimento. Algumas costumam ser confundidas com a síndrome de Tourette.

  • Coréia: movimentos involuntários rápidos normalmente vistos na doença de Huntington (em inglês). Esses tiques ocorrem por todo o corpo e são mais imprevisíveis que os tiques da síndrome de Tourette.
  • Distonia: contrações musculares repetitivas que podem resultar em movimentos abruptos. Esses movimentos são mais prolongados que os tiques da síndrome de Tourette.
  • Doença de movimento estereotipado: envolve movimentos repetitivos, como o acenar com a mão. Os pacientes geralmente têm sintomas antes dos 2 anos de idade e seus movimentos tendem a acontecer em ambos os lados do corpo e também nas extremidades. Os tiques também têm maior duração do que os tiques da síndrome de Tourette.
  • Mioclonias: espasmos breves e involuntários de um músculo ou músculos, mais curtos que os espasmos da síndrome de Tourette

Agora descobriremos como a síndrome de Tourette é diagnosticada.

Sintomas menos comuns da síndrome de Tourette

Freqüentemente vemos a a coprolalia e a copropraxia como sintomas da síndrome de Tourette em filmes e programas de TV, mas menos de 15% dos portadores da síndrome, de fato, experimentam isso. A ecolalia e a ecopraxia são registradas em menos de 1/3 dos pacientes da síndrome de Tourette.

· Coprolalia: uso involuntário de palavras obcenas, palavras ou frases inapropriadas.

· Copropraxia: uso involuntário de gestos obcenos.

· Ecolalia: repetição involuntária das palavras de outra pessoa.

· Ecopraxia: repetição involuntária dos movimentos de outra pessoa.

· Palilalia: repetição rápida e involuntária de uma palavra

DISTÚRBIOS DE LINGUAGEM NÃO DISFÁSICOS

v Ecolalia – Repetição tal qual papagaio do que as pessoas dizem, com eliminação de qualquer evidência de entendimento do que foi mencionado e com perda da fala espontânea. Lesão situa-se no giro angular e córtex adjacente da fissura sylviana posterior do hemisfério dominante. Deve ser realçado que, para se manifestar, a área de Broca deverá estar intacta.

v Dislalia – Distúrbio benigno da linguagem caracterizado por omissões ou substituições errôneas de consoantes. É a típica conversa do personagem Cebolinha. Bons resultados com fonoterapia.

v Disartria – Articulação inapropriada das palavras. Vista em uma ampla variedade de condições neurológicas distintas. Doenças que afetam o cerebelo e parkinsonianos em fase mais avançada costumam exibir esse transtorno. Entretanto, para fins didáticos, o exemplo mais marcante, que deve-se ter em mente para uma pronta identificação desse distúrbio da fala, é o do "bebum em final de noitada". Aliás, intoxicação aguda pelo álcool é a causa mais freqüente de disartria. Apesar disso, outras etiologias devem ser ponderadas, principalmente quando a história clínica (e o hálito!) negar esta possibilidade. Em nosso meio, pessoas com a "doença dos açorianos" (Doença de Machado-Joseph), que apresentam marcantes sintomas cerebelares, costumam ser chamados de bêbados até que o diagnóstico seja estabelecido. Pacientes com outras formas de heredo-ataxias não raramente sofrem os mesmos percalços sociais.

v Afonia – Perda completa da voz, sem qualquer outro sintoma associado. Distúrbios nos órgãos responsáveis pela fonação devem ser pesquisados. Na falta de evidência sugestiva de organicidade, uma origem psicogênica deveria ser questionada.

v Anartria – Total incapacidade para pronunciar as palavras devido a um defeito no comando nervoso da musculatura envolvida na fonação. Apesar de não emitir sons, demonstra Ter sob controle consciente todos os demais complexos componentes da linguagem. A síndrome do encarcerado em si próprio (the "locked-in syndrome"), em conseqüência de lesões na porção ventral da ponte, é a causa mais freqüente desta rara condição. Nela, os pacientes estão totalmente paralisados e os movimentos oculares são a única forma de expressar plena consciência dos fatos.

v Mutismo acinético – Pacientes nesse estado encontram-se em completa irresponsividade, apesar de estar alertas. Nenhuma forma racional de comunicação é possível. Atividade mental consciente nunca é manifestada. A expressão leiga "morto-vivo" talvez seja a melhor forma de expressar essa condição. Lesões vasculares na parte superior do tronco cerebral ou diencéfalo, ou mais raramente hidrocefalia, são as causas.

DISTÚRBIOS QUE PODEM MIMETIZAR DISFASIAS

v Autismo – Esta possibilidade deveria ser ponderada sempre em crianças que apresentem sérios problemas de comunicação oral, combinada com grande dificuldade de relacionamento social. Avaliações precipitadas desses pacientes poderão conduzir ao diagnóstico equivocado de disfasia. O contrário também é verdadeiro; isto é, crianças disfásicas sendo também rotuladas como autistas. Em tais situações, é imperativa a exclusão da possibilidade de surdez congênita ou adquirida.

v Mutismo de natureza psicogênica – Ataques psicogênicos de mutismo são capazes de mimetizar verdadeiras síndromes disfásicas. Geralmente tais quadros fazem pensar que estamos frente a um paciente com genuína afasia de Broca. Insultos psicológicos prévios são a regra. Como são mais freqüentes em mulhrres jovens, a pesquisa de abuso sexual deveria ser empreendida. Emergências de hospitais não são locais apropriados para este tipo de questionamento. Aliás esta crucial informação para um correto diagnóstico geralmente é obtida por pessoal não médico. Quando houver indícios, auxílio da enfermegem ou da assistência social ou da psicologia deveriam ser solicitados.

v Mutismo associado com a síndrome esquizofrênica – No contexto da síndrome esquizofrênica são freqüentes os distúrbios de linguagem. Estes às vezes podem expressar-se como sintomas da condição ou do tratamento com drogas neurolépticas. Pacientes catatônicos podem permanecer emudecidos por tempo prolongado, sugerindo a possibilidade de afasia global e, muitas vezes, somente uma história clínica detalhada apontará em direção ao diagnóstico apropriado.