sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Blogdalouse:Interpretação do Desenho Infantil

Através do desenho de uma criança é possível analisar seu carácter, sua personalidade, temperamento e carências. É possível também através do que a criança desenha, descobrir e reconhecer as fases pelas quais a criança está a passar, suas dificuldades, bem como seus pontos positivos. .

Há um livro interessante “Como interpretar os desenhos das crianças” da pedagoga Nicole Bedard – Edições CETOP, que poderá lhe ajudar a compreender melhor os desenhos do seu filho; e assim poder conhece-lo mais profundamente.

Entre 2 e 3 anos de idade, a criança ainda não faz desenhos com significado representativo. Gradativamente a criança vai expressando traços mais significativos, entre os 2 e 3 anos, o que se nota são traços leves, ou fortes, pequenos rabiscos, etc.

Entre os 3 e 5 anos de idade, a criança já tenta desenhar de acordo com a sua realidade, e conforme a própria percepção. Evidente que ainda são traços sem grande expressão, mas que para a criança tem todo um sentido.

Alguns significados de alguns desenhos:

Árvore:


Refere-se ao físico, emocional e intelectual da criança, Quando o tronco da arvore é alto e largo, revela que seu filho tem muita força na superação dos problemas. Quando o tronco for pequeno e estreito, revela vulnerabilidade às complicações.Se houver excesso de folhas, a criança tem grande ocupações talvez em excesso. Se houver poucas folhas, e galhos a criança está triste.

Casa:

Desenho de uma casa grande, demonstra grande emotividade, se for uma casa pequenina seu filho demonstra que é uma criança retraída.

Barco:

Desenhar barco significa que a criança adapta-se facilmente a imprevistos. Barcos grandes, revela que seu filho não gosta de mudanças e aprecia ter controlo da situação, se for barco pequeno seu filho é sensível, e tem grande intuição.


Flores: desenhar flores significa que seu filho é uma criança alegre e feliz.


A criança e seu desenho

“Desenhar, pintar ou construir constituem um processo complexo em que a criança reúne diversos elementos de sua experiência para formar um novo e significativo todo. No processo de selecionar, interpretar e reformar esses elementos, a criança proporciona mais do que um quadro ou uma escultura; proporciona parte de si própria: como pensa, como sente e como vê”

“O desenho expressa a compreensão que a criança tem de si própria e de seu meio e portanto seu desenvolvimento intelectual. Variáveis emocionais, perceptuais e o envolvimento afetivo com o desenho podem contudo, interferir na produção. Usualmente, porém, um desenho rico em pormenores temáticos provém de uma criança dotada de elevada capacidade intelectual”.

O desenvolvimento físico da criança se manifesta na crescente habilidade de coordenação visual e motora, no controle corporal que determina a orientação do traçado. A percepção visual determina a crescente sensibilidade à cor, forma e espaço. Inicialmente exclusivo exercício e reconhecimento da cor e posteriormente luzes diferentes para diferentes condições atmosféricas. O espaço imediato e circundante amplia-se e modifica-se a forma como a criança o percebe. Experiências auditivas são incorporadas e as sensações cinestésias são a base para a variedade de formas artísticas.

“Espaço, forma, cores, contexturas, sensações cinestésicas e experiências visuais acrescentam uma multiplicidade de estímulos para a expressão. As crianças que são raramente afetadas por experiências perceptuais mostram escassa capacidade para observar e pouca perspicácia para apreciar as diferenças nos objetos.”

Os desenhos refletem, ainda, o desenvolvimento social das crianças. Partem geralmente do contorno de uma pessoa e paulatinamente incluem o meio social com suas múltiplas influências.


FASE DAS GARATUJAS – 2 A 4 ANOS

Em torno de dezoito meses a criança apresenta seus primeiros registros. Rabiscos que futuramente lhe conduzirá ao desenho e também à palavra escrita.

Garatujas desordenadas:

“Os primeiros traços são, geralmente fortuitos, e a criança parece não se aperceber de que poderia fazer deles o que quisesse. Variam de comprimento e direção, embora possam repetir-se algumas vezes, à medida que a criança movimenta o braço para trás e para frente”.

Pode estar olhando para outro lado, vários métodos de preensão são utilizados, e o controle é dado pelas articulações/grupos musculares de ombro e cotovelo. A dimensão do movimento é determinada pelo tamanho da criança e ela tende a repetir os movimentos mais amplos (sob os quais exercita maior controle). Não há uma preocupação em reproduzir o meio visual, portanto, não há ligação entre a prazerosa tarefa de distribuir linhas e alguma representação “real”. Segundo Lowenfeld (1970) tentar reconhecer algo seria como tentar ensinar a um bebê, que apenas balbucia, a pronunciar, corretamente, as palavras ou a usá-las em frases gramaticalmente certas (p. 49) interconectadas por vias neurais específicas. O fato da criança não exercer controle visual sobre suas garatujas informa que não está madura para tarefas do dia-a-dia que pressupõe controle motor seguimento visual (comer sem derrubar, manipular botões etc). Observar: movimentos isolados/ausência de flexibilidade.
Garatujas Controladas:

Nesta etapa a criança identifica uma relação entre seus movimentos e os traços que faz no papel.
“Isto pode ocorrer, mais ou menos seis meses após ter começado a garatujar.” e indica a aquisição do controle visual sobre os movimentos. A produção mostra variações de direções que são repetidas com vigor: traços verticais, horizontais ou circulares e começa a fazer relações entre seu desenho e coisas do meio. Por volta de três anos apresenta preensão trípude e pode copiar linha, cruz ou círculo. A sistematização da nomeação das garatujas indica

“uma transformação no pensamento da criança. Antes deste estágio, ela estava satisfeita com os movimentos, mas agora, passou a ligar esses movimentos com o mundo à sua volta. Transferir-se do ‘pensamento’ cinestésico para o pensamento imaginativo.”
Assim, é neste ponto que a criança desenvolve uma base para a retenção visual.”

Nesta etapa a criança desenha com uma intenção e alguns dos movimentos circulares e traços longitudinais parecem se unir para formar uma pessoa.

FASE PRÉ ESQUEMÁTICA – 4 A 7 ANOS

Definida pela criação consciente da forma na qual a criança busca estabelecer uma relação com o que pretende representar. É típico o homem “cabeça-pés” na produção de crianças de 5 anos.

“Outro ponto de vista admite que esta é a representação do que a criança, de fato, sabe sobre si mesma, e não uma representação visual do todo. A cabeça é o lugar onde se come e se fala. (...) sem dúvida, os olhos, os ouvidos e o nariz fazem da cabeça o centro da atividade sensorial. A adição de pernas e braços faz desse centro algo móvel e pode indicar um ser realmente funcional”.

Por volta dos seis anos esta figura foi acrescida de braços, pernas e do corpo. Não há inicialmente relação entre a cor escolhida e o objeto representado e o espaço está primordialmente relacionado com seu corpo e consigo mesma.

“(...) a incapacidade da criança para relacionar as coisas entre si no espaço, em seus desenhos, é uma clara indicação de que ainda não amadureceu para cooperar socialmente e de que ainda não possui aptidão necessária para relacionar, mutuamente, as letras ou para aprender a ler.”
Através do desenho a criança expressa sua percepção: A conscientização de todos os sentidos (auditiva/cinestésica/visual etc.); neste sentido passa, inclusive, a utilizar linhas diferenciadas para explicitar contextos específicos (6 anos).

FASE ESQUEMÁTICA – CONCEITO E FORMA - 7 A 9 ANOS

Como resultado das inúmeras experiências a criança adquire o conceito definido do homem em seu meio.

“Embora não exista um momento mágico para o súbito aparecimento e a formação de um ‘esquema’, a maioria das crianças alcança esta fase por volta dos sete anos. (...) O esquema pode ser determinado pelo modo como a criança vê alguma coisa, pelo significado emocional que ela lhe atribui, pelas suas experiências cinestésicas, pelas impressões táteis do objeto ou pela forma como o objeto funciona ou se comporta.”

A expressão esquema humano se refere ao conceito de figura que a criança criou, após esta experimentação. É freqüente as representações do tipo “raio X”, na qual tanto o interior quanto o exterior são importantes. Nesta fase a criança demonstra consciência da existência de uma ordem definida nas relações espaciais. Passa a utilizar uma “linha de base” sob a qual os diversos elementos se relacionam mutuamente. Pode-se observar maior relação entre objeto e cor.

O REALISMO – 9 A 12 ANOS

Nesta etapa, marcada pelo desenvolvimento do conceito de que a criança, é, na verdade, membro de uma sociedade constituída pelos seus pares, verifica-se a modificação daquela figura humana esquemática para figuras humanas com características sexuais (calça para meninos, vestidos para as meninas). Não são tão freqüentes as omissões ou exageros que na fase anterior eram determinadas pela importância relativa das partes do desenho. Agora ampliou-se a consciência visual e as partes mais significativas emocionalmente, ganham detalhes e não necessariamente tamanho.
“Maior conscientização e interesse pelos detalhes. Nesta fase do desenvolvimento, podem levar a criança ao ponto de se desenhar a mão esquerda muito diferente da direita.”

Os desenhos do tipo raios X são vistos como antinaturais e este modo de representação subjetivo é gradativamente substituído pela expressão mais objetiva de seus interesses (carros, cavalos). O naturalismo implica em maior aproximação da cor e tonalidades reais dos objetos/paisagens e a linha de base progride para a descoberta de planos. Para a maioria das crianças esta progressão se dá pelo preenchimento dos espaços entre as linhas. “A linha do céu já não é traçada de lado a lado, no topo da folha de papel. Ela estende-se, agora, para baixo, adquire o significado de horizonte.” Contudo, algumas crianças mantém a utilização da linha de base e o exagero das partes significativas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

LOWENFELD, Viktor. A criança e sua arte. São Paulo: Mestre Jou, 1977.
________ & BRITAIN, W.L. Desenvolvimento da capacidade criadora. São Paulo: Mestre Jou, 1970.




O Significado das cores

É um fato que as cores têm uma grande influência psicológica sobre o ser humano. Existem cores que se apresentam como estimulantes, alegres, otimistas, outras serenas e tranquilas.

Assim, quando o Homem tomou consciência desta realidade, aprendeu a usar as cores como estímulos para encontrar determinadas respostas e, a cor que durante muito tempo só teve finalidades estéticas, passou a ter também finalidades e funcionalidades práticas.

A cor é o principal instrumento utilizado pelo Feng Shui na busca de equilíbrio e harmonia em um ambiente. Cada cor é relacionada a um dos cinco elementos do Feng Shui (Água, Madeira,

(Fogo, Terra e Metal) e proporciona sentimentos e emoções diferentes.

É importante compreender as características de cada cor para aplicá-la corretamente. Além disso, as cores podem ter tanto significados positivos quanto negativos, dependendo de sua intensidade, local e forma de aplicação no ambiente.

Cor Significado

  • O vermelho simboliza: ação, confiança, coragem, vitalidade, amor, desejo, orgulho, violência, agressividade, poder
  • Verde simboliza: natureza, vida, fertilidade, bem-estar, esperança, calma
  • O azul simboliza: espiritualidade, verdade, paz, fidelidade, personalidade, sutileza
  • Laranja simboliza: vitalidade com resistência, força, euforia
  • Rosa simboliza: amor, beleza, amoroso, carinhoso, terno, suave, fragilidade, Roxo simboliza: Royalty, magia, mistério.
  • Amarelo simboliza: sabedoria, alegria, felicidade, energia, intelectual
  • Preto simboliza: morte, terra, estabilidade.
  • Branco simboliza: pureza, limpeza,paz,calma
  • Cinza simboliza: tristeza, segurança, maturidade,medo,depressão, sucesso,
  • Castanho simboliza: a terra, a ordem, a convenção

A escolha das cores não se deve prender apenas com a sua roupa, deve ser tida em conta em tudo, até na sua casa. Assim, a escolha das cores é fundamental para manter o equilíbrio da casa, pode influenciar beneficamente os ambientes que são utilizados. Cada cor provoca estímulos variados no nosso sistema nervoso, afetando nossas emoções e até nosso humor.

Os psicólogos demonstram que todas as pessoas possuem uma escala de cores própria e que neles é possível expressar seu humor, seu temperamento, sua imaginação e seus sentimentos.

Também está demonstrado que por sua vez o homem é influenciado pelas cores. É interessante ressaltar que por muito importante que sejam as relações entre as cores e as sensações, resultam totalmente personais e subjetivas. Ideias Ambientais – de Sílvia Chambel

Se quiser ficar a conhecer melhor o seu filho/a, experimente dar-lhe lápis de cor e deixá-lo/a fazer um desenho.



Bilboque de garrafa Pet





Materiais:
    • 1 garrafa pet grande
    • 5 bolinhas de gude
    • estilete
    • tesoura
    • fita adesiva transparente
    • fitas adesivas coloridas
    • 1 pedaço de papelão
    • canetinha
    • régua
Procedimentos:

Boneco de Tampinhas

boneco construído somente com tampinhas.





Blogdalouse:Oficina de Brinquedos

Bilboquê e jogo de argolas

O que você precisa:

  • garrafas plásticas com tampa
  • tesoura
  • papel alumínio
  • barbante

Etapas

1. Corte as garrafas.

Amarre um barbante com uma bola de papel alumínio amassado para fazer o bilboquê.

2. Corte argolas da garrafa epasse fita crepe nelas.

MÁSCARAS COM CAIXAS DE OVOS DE PAPELÃO:

O que você precisa:

  • caixa de ovosde papelão
  • tinta
  • barbante
  • cola
  • tesoura
  • elástico
  • revistas velhas

Etapas

1. Corte a caixa de ovos.

2. Recorte, como mostra a figura, para dar a forma.

3. Pinte com tinta colorida.

4. Corte restos de papel colorido em tiras.

5. Cole as tiras de papel nas laterais da forma.

Faça dois furinhos nas laterais com ajuda da agulha e enfie o elástico.

PRODUTO: máscara de coruja.

Loto de imagens

O que você precisa:

  • revistas velhas
  • papelão
  • régua e lápis
  • tinta
  • cola

Etapas

1. Recorte o papelão em pedaços de 10 x 15 cm e marque com lápis seis quadrados de 5 x 5 cm formando um tabuleiro.

2. Recorte mais dez quadrados de papelão de 5 x 5 cm para fazer a base das peças.

3. Procure seis imagens coloridas de revistas em duplicata (ou semelhantes) que caibam nos quadrados pontilhados do tabuleiro (ex.: dois barcos, duas pessoas, etc.)

4. Cole em cada quadrado pontilhado do tabuleiro uma imagem de cada par.

5. Cole o outro par de cada imagem nos seis quadrados recortados.

6. Procure imagens diferentes para colar nos quatro quadrados restantes.

Bolsa

  • 1 garrafa de PET lisa
  • estilete ou tesoura
  • fita de seda para fecho e alça (pode-se utilizar alça de silicone)

Etapas

1. Corte o bocal da garrafa

2. Corte um dos lados até a metade

3. Faça um furo de cada lado logo abaixo do corte para inserir a alça. Se for feita mochilinha, deve-se fazer dois furos na parte de trás também. (No caso da alça de silicone, o ideal é coloca-las com rebites)

4. Faça quatro furos (dois em cima e dois embaixo) para a colocação do fecho. (Os dois furos de baixo podem ser substituídos por um botão grande)

5. Dobre a aba que sobrou para fazer a tampa de bolsa e feche-a com a fita de seda ou utilize um botão

6. Pregue a alça da bolsa tiracolo.

Pregue as alças da mochilinha.

As peças criadas por Heloisa Nunes, demonstradas nesse passo-a-passo, podem ser vistas no Espaço Reciclarte, na sede da Recicloteca.












Blogdalouse: Principais causas das dificuldades de aprendizagem e de ajustamento escolar

Causas físicas – São aquelas representadas pelas perturbações somáticas transitórias ou permanentes. São provenientes de qualquer perturbação do estado físico geral da criança/ como por exemplo: febre, dor de cabeça, dor de ouvido, colocas intestinais, anemia, asma, verminoses e todos os males que atinjam o físico de uma pessoa, levando-a a um estado anormal de saúde.

Causas sensoriais – são todos os distúrbios que atingem os órgãos dos sentidos, que são os responsáveis pela percepção que o indivíduo tem do meio exterior. Qualquer problema que afete os órgãos responsáveis pela visão, audição, gustação, olfato, tato, equilíbrio, reflexo postural, ou os respectivos sistemas de condução entre esses órgãos e o sistema nervoso, causará problemas no modo de a pessoa captar as mensagens do mundo exterior e, portanto, dificuldade para ela compreender o que se passa ao seu redor.

Causas neurológicas – são as perturbações do sistema nervoso, tanto do cérebro, como do cerebelo, da medula e dos nervos. O sistema nervoso, comanda todas as ações físicas e mentais do ser humano. Qualquer distúrbio em uma dessas partes se constituirá em um problema de maior ou menor grau, de acordo com a área lesada.

Causas emocionais – são distúrbios psicológicos, ligados às emoções e aos sentimentos dos indivíduos e à sua personalidade. Esses problemas geralmente não aparecem sozinhos, eles estão associados a problemas de outras áreas, como por exemplo da área motora, sensorial etc

Causas intelectuais ou cognitivas – são aquelas que dizem respeito à inteligência do indivíduo, isto é, à sua capacidade de conhecer e compreender o mundo em que vive, de raciocinar sobre os seres animados ou inanimados que o cercam e de estabelecer relações entre eles.

Causas educacionais – o tipo de educação que a pessoa recebe na infância irá condicionar distúrbios de origem educacional, que a prejudicarão na adolescência e na idade adulta, tanto no estudo quanto no trabalho. Portanto, as falhas de seu processo educativo terão repercussões futuras

Causas sócio-econômicas – não são distúrbios que se revelam no aluno. São problemas que se originam no meio social e econômico do indivíduo. O meio físico e social exerce influência sobre o indivíduo, podendo ser favorável ou desfavorável à sua subsistência e também às suas aprendizagens.

Todas essas causas originam distúrbios, que irão se constituir nos diferentes problemas de aprendizagem.

DISTÚRBIOS DA LINGUAGEM E DA FALA

Podemos dizer que há um problema de linguagem em uma criança quando sua maneira de falar interfere na comunicação (distraindo a atenção do ouvinte sobre o que ela diz para enfoca-la no como ela diz) ou quando a própria criança se sente excessivamente tímida e/ou apreensiva com seu modo de falar. Porém, é preciso muito cuidado ao classificar a linguagem, pois a fala normal tolera muitas “anomalias”.

Mudez – esta incapacidade de articular palavras, geralmente é decorrente de transtornos do sistema nervoso central. Em boa parte dos casos, é decorrência de problemas na audição.

Atraso na linguagem - as principais características da criança que tem atraso na linguagem, são: deficiência no vocabulário; deficiência na capacidade de formular idéias e desenvolvimento retardado da estruturação de sentenças.

Problemas de articulação – as crianças de mais de 7 anos que não consegue pronunciar corretamente todas as consoantes e suas combinações apresenta um problema de articulação. Podemos citar: dislalia, que é a omissão, distorção, substituição ou acréscimo de sons na palavra falada; disartriaproblema articulatório que se manifesta na forma de dificuldade para realizar alguns ou muitos dos movimentos necessários à emissão verbal; linguagem tatibitedistúrbio de articulação (e também de fonação) em que se conserva voluntariamente a linguagem infantil; rinolaliaressonância nasal maior ou menor que a do padrão correto da fala, que pode ser causada por problemas nas vias nasais, vegetação adenóide, lábio leporino ou fissura palatina.

Afasia – se caracteriza, mais especificamente, por falhas na compreensão e na expressão verbal, relacionadas à insuficiência de vocabulário, má retenção verbal, gramática deficiente e anormal, escolha equivocada de palavras. A afasia pode ser observada em criança que: ouve a palavra mas não a interioriza com significado; demora para compreender o que é dito; apresenta gestos deficientes e inadequados; confunde a palavra ou frase com outras similares; tem dificuldade de evocação, exteriorizada por ausências de respostas ou tentativas incompletas para achar a expressão ou emissões que a substituem.

Atuação do professor frente aos distúrbios da aprendizagem

Atitudes que devem ser evitadas:

- ressaltar as dificuldades do aluno;

- corrigir o aluno com freqüência perante a classe;

- relegar ou ignorar a criança que não consegue superar sua dificuldade.

Atitudes a serem adotadas:

- evitar que o aluno se sinta inferior;

- considerar o problema de maneira serena e objetiva;

- avaliar o desempenho do aluno pela qualidade de seu trabalho.

- Estimulá-lo a enfrentar o problema, procurando superar-se;

Dislexia

A criança disléxica apresenta sérias dificuldades com a identificação dos símbolos gráficos no início da sua alfabetização, o que acarreta fracasso em outras áreas que dependem da leitura e da escrita. As principais dificuldades são:

- demora a aprender a falar, fazer laço,a reconhecer as horas, a pegar e chutar bola, a pular corda;

- escrever números e letras correspondente, ordenar as letras do alfabeto,meses do ano e sílabas de palavras compridas, distinguir esquerda e direita;

- atrapalha-se ao pronunciar palavras longas;

- dificuldade em planejar e fazer redação.

Disgrafia

Os principais erros da criança disgráfica são:

- apresentação desordenada do texto;

- margens malfeitas ou inexistentes;

- traçado de má qualidade: tamanho pequeno ou grande, pressão leve ou forte,letras irregulares ou retocadas;

- distorção da forma das letras o e a;

- movimentos contrários ao da escrita convencional;

- ligações defeituosas de letras na palavra;

- irregularidades no espaçamento das letras na palavra;

- direção da escrita oscilando para cima ou para baixo;

- dificuldade na escrita e no alinhamento dos números na página.

Autismo infantil

O autismo infantil caracteriza-se por uma interiorização intensa. Teorias interpessoais e orgânicas foram sugeridas para explicar o autismo, mas até agora nenhuma delas foi plenamente aceita.

Características da criança autista:

- solidão em grau extremo e evidente na mais tenra idade;

- ausência de sorriso social;

- não desenvolve linguagem apropriada, repete frases;

- arruma seus objetos sempre da mesma forma e ,mesmo que fique sem vê-los durante um tempo, lembra-se da sua posição;

- possui excelente memória: decora facilmente poesias, canções, aprende sempre novas palavras;

- não mantém contato visual com as pessoas;

- demonstra ansiedade freqüente, aguda, excessiva e aparentemente ilógica;

- possui hiperatividade e movimentos repetitivos, com entorpecimento nos movimentos que requerem habilidades;

- é retraída, apática e desinteressada, numa total indiferença ao ambiente que a rodeia;

- demonstra incapacidade para julgar.

Bibliografia

JOSÉ, Elisabete da Assunção & COELHO, Maria Teresa.Problemas de aprendizagem. São Paulo, Ática. 1989.

DROUET, Ruth Caribe da Rocha. Distúrbios da Aprendizagem. São Paulo, Ática.1990.

ASSUMPÇÃO JR., Francisco B. & SPROVIERI, Maria Helena. Introdução ao Estudo da Deficiência Mental. São Paulo, Memnon. 2000.

TELFORD, Charles W. & SAWREY, James M.. O indivíduo excepcional. Rio de Janeiro, Zahar Editores. 1983.GRÜNSPUN, Haim. Distúrbios Psicossomáticos da Criança: o corpo que chora. São Paulo, Atheneu.1980

http://www.nec.prudente.unesp.br/inclusao/dados/disturbios.doc

Página criada por JAIR SANTOS - U.M.E.P. Acácio De Paula Leite Sampaio


Blogdalouse: Continuação da Intervenção Cognitiva na Psicopedagogia

A construção do conhecimento( hipóteses,crenças,valores) resulta na maneira que iremos perceber a nós mesmo e nossas relações interpessoais, muitas vezes esta construção, mostra-se disfuncinal.Para uma vida realizadora e saudável resultando em trnstornos psicológicos.
A cognição é comandada pelo cérebro que é uma potência, e esta potência é intelectual.
A psicoterapia Cognitiva corrige erros habituais do pensamento. É utilizada para ajudar pessoas com problemas psicológicos como fobias, pânico, obsessões, dependências e compulsões, bem como problemas psicossomáticos diversos.
Seu uso beneficia igualmente o indivíduo normal do ponto de vista psicológico que esteja temporariamente passando por crises. A Terapia Cognitiva utiliza técnicas diretas e ativas, com o propósito de modificar pensamentos (cognições) e comportamentos inadequados.
Para se realizar uma intervenção cognitiva faz-se um conjunto de encontros, planeja-se como identificar os pensamentos, sentimentos e sensações da criança ou jovem. Uma vez identificados, o estudante é instruído a abordar seus pensamentos e crenças como hipótese a serem testadas, para não redefinir a realidade de modo satisfatório.Aprendendo a exigir de si, o que realmente pode obter, sem se sentir culpado por tudo.Aprendendo a colocar a culpa dos possíveis fracassos também no meio externo.
São estabelecidas sessões cpm " lições de casa" , onde o jovem ou criança fará um diário e como se passou o processo de percepção da realidade desses fatos. E a partir desses dados, identifica-se quais as crenças que o jovem possui, isto associado aos relatos durante as sessões, ao conjunto de percepções demonstradas ou efetivamente ditas pelos jovens.

Blogdalouse: Intervenção Cognitiva na Psicopedagogia

A Intervenção Cognitiva visa corrigir padrões distorcidos de pensamentos e comportamentos, fazendo com que crianças passem a questionar tais pensamentos e desafia-los.Nós somos responsáveis pelo fato que nos acontece e todos nossos atos são elaborados no nosso penamento. A percepção compõe a minha cognição. O pensar é outra maneira que vem da cognição para você, modificando emoções e comportamentos através do pensamento. As nossas emoções e attudes podem decorrer da forma como interpretamos o mundo, ou seja,das nossas cognições.
Em uma mesma situação as pessoas apresentam diferentes emoções e atitudes, o que determinará, isto é, o pensamento, ou seja, a forma como ela atribui significados ao real. Nossas representações de eventos internos e externos, e não um evento em si, que determinam nossas respostas emocionais e comportamentais.
Por isso, uns tem aversão a elevadorores e outros não.Sendo assim, as nossas cognições disfuncionais, são a causa dos transtornos emocionais, como por exemplo, ansiedade e depressão. Como funciona inicialmente, fazemos um levantamento de todos os seus problemas, em cada área de vida( afetiva, familiar, profissional, etc), buscando resolução de problemas, desenvolvendo flexibilidade cognitiva, promovendo mudanças em seu padrão de pensamento, almejando mudanças em suas emoções e atitudes.Após isso, a terapia irá focalizar seu sistema de esquemas ( superestruturas cognitivas que organizam nossas experiências do real e são organizadas por elas, ao mesmo tempo em que guiavam o foco de nossa atenção) e crenças disfuncionais, promovendo uma reestruturação cognitiva, para aumentar o seu bem estar. A cognição, está na base de todo o comportamento. As cognições, as interpretações, significados e crenças de uma pessoa sobre si mesma, o mundo, o passado, presente e futuro são muito importantes para a compreensão de suas emoções. Seus comportamentos influemciam os aspectos somáticos.Esta hipótese que valoriza o conhecimento e a cultura do indivíduo,( seus valores, suposições e significados atribuidos) distigue de outras abordagens psicológicas.Integramos a visão cognitiva à construtivista, pois as emoções não são frutos apenas de pensamentos e crenças, mas resulta de processos corporas e de uma maneira inteligente dor ser humano adaptar-se a natureza e ao seu contexto sócio-cultural.A intervenção cognitiva fortalece a identidade da pessoa, desenvolve a auto-estima e a valorização do outro.

blogdalouse: Diagnóstico que antecede a Intervenção Cognitiva. o Psicopedagogo(a) pode usar:

  1. Brinquedos educativos diversos como:
  • Bonecos representando a famílua;
  • O Arquétipo de Jung;
  • Cadernos de "Artemed" para casos especiais;
  • Caixa de experiências de Piaget.
Após ter um diagnóstico o Psicopedagogo(a) inicia a Intervenção Cognitiva.
É imprescendível para a criança de 6 a 14 anos a aplicação dos teste HTP, pois a medida que for aplicado pelo Psicologo, Psicanalista, Psicopedagogo(a), ou seja, uma equipe multiprofissional irá atender as perspectivas , sentimentos, atitudes e anseios próprios, aos objetivos do meio ambiente.
Contudo o desenho cas-árvore-pessoa são conceitos familiares, facilmente aceitos para serem desenhados por sujeitos de todas as idades. O teste é fácil de ser aplicado, no entanto o profissional deve está seguro para que possa interpretar facilmente o desenho aplicado, que estimula a verbalização em um sistema quantitativo e qualitativo, indo do mais simples para o mais complexo, extraindo informações úteis relativas ao nível da função intelectual e emocional do sujeito.
Pode ser aplicado para crianças, adolescentes, e adultos como também em deficientes mentais, pessoas sem escolaridade, deficientes auditivos, e nos que são bloqueados emocionalmente na área verbal e se sentem retraidos.
O examinador deve ter uma análise substanciosa e precisa, co o bom senso para alguns detalhes incomuns e significativos, indicando o progresso e a validade de mudanças emocionais e comportamentais.
Já o Teste de escala de Avaliação do comportamento infantil (EACI-P), é um instrumento de fácil aplicação ou preenchimento do professor, que fornece uma estimativa do funcionamento da criança na escola, em si tratando dos diferentes tipos de comportamento.
Atende desde o rendimento global da criança, seu nível de desempenho nas disciplinas e ao ditado e leitura,há porém necessidade de atendimento profissional ( neurológico,psicológico,foniátrico, e pedagógico.
É importante salientar que essas baterias de testes BTN ( Bateria de Testes Neuropsilógicos, e o TSC ( Teste DO Spam de Cores ) incluem a preferência lateral, a persistência motora e a discriminação direita-esquerda/ e o TSC, trabalhará a memória visual da criança, atenção e concentração a curto prazo e evidentemente a longo prazo dependendo de como essa criança apreendeu as informações solicitadas pela cognição.
É útil na identificação de tipos diferentes de dificuldades de memória e em crianças com déficit de atenção e deficiência na aprendizagem.
A atenção e aprendizagem poderá ser facilitada pela apresentação visual ou verbal, com aplicação dos testes e jogos educativos, porém o profissional deve ser comprometido, esta bem preparado e capacitado na aplicação destes testes, para que obtenha sucesso no diagnóstico.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Blogdalouse: Recursos a serem usados no diagnóstico e intervenção psicopedagógica

1) Diagnóstico psicopedagógico

2)Avaliação Assistida. como sendo a "combinação entre avaliar e intervir ensinando diretamente o examinando durante o processo de avaliação"

3)O LPAD

(The Learning Potencial Assesment Device) criado poFeuerstein em 1972, é considerado um teste dinâmico, cujas variáveis mais relevantes são os mecanismos pessoais que o sujeito articula, na sua interação com o meio, o que determina o seu potencial cognitivo.

4)Lendo e Escrevendo (1 e 2)

Este material pode ser aplicado para detectar se o estudante possui os requisitos básicos para o processo de Alfabetização.
Pode ser usado em alunos da Pré- escola e séries iniciais.
Autora: Geraldini P. Wintter e Melany S. Copit

5)Teste de Prontidão Horizontes

Pode ser usado para detectar Maturidade/ Prontidão para Alfabetização na pré-escola e séries iniciais do Ensino Fundamental.

Autora: Neda Lian Branco Martins

6)Metropolitano de Prontidão - fator R

Pode ser usado para detectar prontidão alfabetização na pré-escola e séries iniciais do Ensino Fundamental

Autor: G.H. Heldreth, Ph.D. Griffiths

Adaptação e Padronização: Ana Maria Poppovic

7)Becasse R-l (F e M)

Este teste pode auxiliar no diagnóstico da maturidade escola. Ele traz atividades envolvendo: Estruturação de estórias;Títulos; conteúdos; Redação Omissão ou recusa; Dinâmica da Aplicação; Escolha da Lâmina.
Autora: Bettina Katzenstein Schoenfeldt.

8)Papel de Carta

Este material pode ser utilizado para auxiliar na Avaliação das Dificuldades de Aprendizagem. Apresenta como conteúdo atividades envolvendo comunicação e vinculação.

A Editora Vetor recomenda que este teste seja usado somente por psicólogos.
Autora: Leila Sara José Chamat

9)Prontidão para Alfabetização

Trata-se de um Programa para o Desenvolvimento de Funções Específicas destinadas a alfabetização. Apresenta conteúdo teórico e prático.
Autoras: Ana Maria Poppovic e Genny Golubi de Moraes
Além dos recursos apresentados pela editora Vetor, as provas piagetianas e os níveis de alfabetização são igualmente importantes podendo ser confeccionados pelo próprio profissional

10)As Provas Piagetianas

Podem ser usadas para detectar o estágio do raciocínio lógico matemático da criança. O Conteúdo pode ser montado com o número de provas que se achar necessário. Ernesto Rosa Neto apresenta uma seqüência compostas por tarefas que envolvem a Classificação, Seriação, Classe- Inclusão; Conservação de Quantidades Contínuas e Quantidades Descontínuas.


11)Os Níveis de Escrita

Os Níveis de Escrita estudados por Emília Ferreiro, também são recursos excelentes. Eles podem ser utilizados para identificar o nível de escrita em que a criança se encontra no processo de alfabetização, podendo ser: icônico (a criança representa seu mundo através de desenhos); não icônico (a criança consegue usar letras para escrever e desenhar representando sua forma de escrita, porém o uso das letras não está sistematizado, muitas vezes coloca as letras e faz o desenho, usando ambos para escrever uma mesma palavra); realismo nominal (faz o uso das letras conforme o tamanho do objeto e não de acordo com a palavra, para ela o objeto grande deve ter muitas letras e o objeto pequeno poucas letras); nível pré-silábico (a criança já sabe que precisa de letras para escrever, embora não faça distinção entre letra e número, também já sabe que precisamos usar muitas letras diferentes para escrever). Deste modo, a criança usa as letras do próprio nome variando a posição e a ordem em que elas aparecem no seu nome, para escrever novas palavras); nível pré-silábico em conflito (nesta fase a criança pode enfrentar um conflito já que conta as letras para escrever, mas no momento de escrever acha que é necessário muitas letras para escrever, acreditando que com poucas letras não é possível a escrita, ainda, ao pedir a ela que faça a relação de letras com sílabas, ela risca as letras que parecem sobrar. Isso pode acontecer com palavras monossílabas; ao vencer este conflito a criança entrará no nível pré-silábico); nível pré-silábico (a criança passa a atribuir valor sonoro a cada uma das letras que compõe a escrita e descobre que a escrita representa a fala). Deste modo, formula a sílaba - sem valor sonoro cada letra representa um valor som; nível pré-silábico "elaborado" (a criança percebe o valor silábico, portanto, usa uma letra para significar uma sílaba, assim usa uma letra para escrever a palavra monossílabo, mas como acredita que uma letras só não dá para ler, coloca outras só para que possa ler); nível silábico "alfabético" (começa a usar algumas sílabas, embora algumas outras usa só uma letra e se contenta com isso vai descobrindo a sílaba e começa a usá-la); nível alfabético (a criança já usa praticamente todas as sílabas simples, embora com alguns erros, sendo necessário trabalhar a ortografia).

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