quinta-feira, 22 de setembro de 2011

blogdalouse:Memorial

INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DA AMAZÔNIA – IESA


FACULDADE MARTHA FALCÃO - FMF


LOUSE MARILANE POROCA COSTA


MEMORIAL DE FORMAÇÃO


MANAUS


2007



INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DA AMAZÔNIA – IESA


FACULDADE MARTHA FALCÃO - FMF


MEMORIAL DE FORMAÇÃO


MANAUS


2007


Caixa de texto: Memorial apresentado ao Curso de Pós-Graduação, pesquisa e Extensão-NUPPE, da Faculdade Martha Falcão, como um dos pré-requisitos para conclusão da Disciplina: Metodologia do Ensino Superior. Orientado pela Profª. Msc. Maria de Lourdes Hawatt.









Ficha Catalográfica



COSTA, Louse Marilane Poroca

Inclusão do Surdo no Ensino Superior/Louse Marilane Poroca Costa

Manaus, 2006

Memorial apresentado ao Instituto de Ensino Superior da Amazônia-IESA, Faculdade Martha Falcão. Pós-Graduação de Psicopedagogia, 2007.

Orientador: Hawatt, Lourdes Maria


Dedicatória

Aos meus pais in memorian, que sempre me incentivaram. Ao meu esposo Waldir e aos meus filhos pela compreensão, paciência e carinho, pelas horas ausentem e pelam ajuda. A Prof. Msc. Maria de Lourdes Hawatt pela colaboração e comprometimento com a educação. A todos (as) alunas do curso de Pós-Graduação, pela viabilidade na pesquisa e que acreditaram no meu trabalho.


AGRADECIMENTOS


No Curso de Pós-Graduação abriremos novas oportunidades frente aos desafios e expectativas, com nossa produção pessoal, (Memorial).

Agradeço a Deus por todas as dádivas, pela sua prestimosa colaboração em todos os momentos de minha vida.

A meu esposo e filhos que sempre me apoiaram.

A amiga, professora e Msc. Maria de Lourdes Hawatt, pela sua grande dedicação e conhecimento e comprometimento, não só na realização deste memorial, mas também pela minha formação profissional.

Agradeço muitíssimo pelo resultado de um trabalho de equipe, e por essa aliança que formamos. É a vocês Cristina, Tânia Nicolet e Sônia, que agradeço por facilitarem e otimizarem a minha tarefa, atentando para minhas expectativas, ansiedade e pelo companheirismo.

A todos que contribuíram direta ou indiretamente para a realização desse memorial.


SUMÁRIO



Introdução..............................................................................................................................................06

O Começo...............................................................................................................................................08

A vida na escola. A escola na vida...................................................................................................09

Passagem para o Ensino Médio......................................................................................................10

Minha História de vida acadêmica...................................................................................................11

Minha relação com a área que desejo ingressar.........................................................................12

Referências........................................................................................... ...............................................16


INTRODUÇÃO


As eventualidades do Memorial


Elaborar um memorial descritivo é reconstituir a minha própria existência, é recordar e vivenciar o passado. Essa não é uma tarefa fácil, pois na opinião de Moraes (1992), Memorial é um retrato crítico do indivíduo visto por múltiplas facetas através dos tempos, o qual possibilita inferências de suas capacidades.

Nesse Memorial tenho, a preocupação de refazer (contar e narrar ) a minha trajetória de vida, em um determinado tempo e de fatos que me vêm à memória.É a minha trajetória individual, desde o meu nascimento, vivência familiar, escola, acontecimentos da vida pessoal e de tudo que ocorreu e ocorre a nossa volta, tendo uma dimensão reflexiva para compreender-me enquanto sujeito de minha própria história, relatando e fazendo uma auto-análise do que vivemos, gerando uma interpretação crítica daminha experiência e da própria realidade que me cerca.

O memorial são as minhas impressões sobre a minha aprendizagem, acertos, vitórias, avanços, falhas, momentos difíceis, paradas, dúvidas. É uma espécie de “diário” no qual escrevo e conto o que estou sentindo, refletindo, vivenciando, os gostos e desgostos do longo do caminho.

De acordo com Boa ventura (1985), memorial é não somente crítico, como autocrítica do desempenho do acadêmico. Crítica que conduz forçosamente à avaliação dos resultados obtidos na trajetória da carreira científica.

Portanto ao elaborar esse Memorial, levei em consideração situações e contingências que envolveram o desenvolvimento dos meus trabalhos aqui expostos.

Além de considerar o Memorial auto-avaliativo, acredito que se torne um instrumento confessional de meus sonhos.


O Começo


Sou a filha caçula de 4 irmãos homens e duas mulheres. A minha maior frustração foi ter como única irmã a Darcy, com transtornos mentais, pois não podia tê-la como confidente, partilhar minhas idéias, meus sonhos e conflitos. Meu pai trabalhava na época em que estava vivo como fiscal de obras ,eminha mãe na época era exímia costureira. Morávamos em Recife, no bairro da Várzea.. É um bairro simples, com 4 casas, uma praça, uma vila e fica entre duas igrejas, muito arejado e com bastante árvores frondosas.

“A “nossa casa era conjugada com a do nosso vizinho seu Epaminondas, cujo apelido era “Nino”, e dona Evanise, de apelido” Vanuca”, a qual tinha 4 filhas do sexo feminino e dois filhos do sexo masculino. Éramos uma família. Tanto é , que havia uma porta de acesso de uma casa para outra, a ajuda era mútua apesar de algumas intrigas entre nós, que logo adiante era suplantada pela amizade.

Fui uma jovem como qualquer outra, gostava de desafios, discutia,era polêmica, sempre contrária a algumas exigências de meus pais, que eram bastante rígidos e as vezes causavam-me constrangimentos diante dos meus amigos.

Isso me deixava revoltada e me levava a assumir os erros dos meus irmãos. Pois dentre eles, era a que menos era espancada, por ser filha caçula e ser mais ou menos protegida pelos meus pais.

Por esse motivo, me sentia podada, anulada, sem ter vez, nem voz para falar e por essa razão me fechava no meu mundo de silêncio e me isolava.

Felizmente, aos 17 anos me apaixonei por um ser humano fantástico, que me ajudou a superar essa fase, a transpor, dificuldades e a galgar caminhos, antes por mim não conquistados.

Esse ser humano, é meu esposo, pai, companheiro, amigo, amado e amante. Pai de um casal de filhos, e de quatro filhos adotados por nós.,

Dentre os meus filhos a Patrícia, têm dificuldades especiais,”ou seja,”: é surda, no entanto a cada dia ela nos surpreende. É um presente de: Deus. Têm e teve obstáculos em sua trajetória acadêmica, mas ultrapassou barreiras e galgou vitórias, ao concluir o Curso de Bacharelado em Design Gráfico. Não é uma pessoa superdotada, mostra que têm potencial, mesmo não estando em um mesmo patamar que um ouvinte. Ela é só “felicidades”, inspiração para outros e estímulos. É a nossa razão de viver.


A vida na escola, a escola na vida


Foi marcante para mim as minhas primeiras aulas na escola “Madre Maria Mazzarello”. Era interessante que mesmo quando eu estava em casa a brincadeira predileta passou a ser a imitação do que ocorria em sala de aula, com uma simulação diária com meus irmãos e amigos do bairro, sendo eu. A professora. Os meus registros são de um cotidiano escolar marcadamente conservador, com princípios tradicionais. Isso era evidente na postura dos professores que se limitava em realizar exposições verbais dos conteúdos, onde não era permitida a desatenção e se propunha o silêncio e repetição, tabuadas cantadas, leitura silenciosa, individual ou em voz alta, entrando no jogo de competição por melhores notas.

Nessa época, ou seja, em 1957, o Currículo era proposto da seguinte maneira: Jardim da Infância, preliminar, 2º ano fraco, 2º forte, 3º, 4º e admissão, e se você não fosse aprovado no exame de admissão ficaria o ano inteiro sem estudar, aguardando o próximo ano para se inscrever “de novo”.

Logo em seguida veio o 1º ano “ginasial”, o 2º “ginasial” e o 3º”ginasial”. Fui promovida para o Ensino Secundário, atualmente “Ensino Médio”.


A PASSAGEM PARA O ENSINO MÉDIO


Foi um pouco conturbada, pois minha mãe teve “Trombose Vascular Cerebral”. Eu estudava pela manhã, e, não conseguia dormir à noite no hospital. Fui reprovada no 1ª ano do Ensino Secundário, por falta, e por nota, mas valeu o sacrifício, minha mãe se recuperou.

Repetente, numa sala de 37 alunos, todos me excluíam, por não ter sido aprovada, até mesmo, os professores. Mas estudei, superei e mostrei que tenho potencial e que fui capaz de vencer os obstáculos.

Ingressei no 2ºano de Ensino Secundário, mas solicitei das freiras à transferência, dizendo que era um pedido de meus pais, no que menti, pois não agüentava mais ver tamanho sacrifício deles para me manter na referida escola.

Fui estudar na Escola Estadual Oliveira Lima, e lá conheci o meu professor e bem amado, a qual estou casada há 35 anos. O mesmo lecionava Português e Inglês e era bastante tradicional e com uma rigidez tamanha que impressionava. Só que os anos passaram e ele ponderou, têm novas posturas, atitudes e novo papel enquanto professor.

“Estudei com ele o 2º e 3º ano” “Secundário”, fiz prova com o mesmo de segunda época, no 2º dia de casada. Fiquei chateada, no entanto aprovei e viajei definitivamente para Manaus, constituindo uma família.

Finalmente iria realizar o meu sonho. Fazer o Curso n”Normal” e lecionar. Pois minha Santa mãe, não permitiu que eu fizesse o Curso porque iria casar logo. E filha dela deveria seguir às suas ordens.

Formei-me e através de concurso realizado em 1986, comecei a lecionar na Escola Estadual Maria Amélia do Espírito Santo, depois fui transferida para o “Gonçalves Dias” e atualmente estou na Escola Estadual Senador Petrônio Portella.

Em 1988, fui convidada para ser Coordenadora de 18 escolas estaduais, de 1ª a 4ª e Alfabetização. Permaneci até 1992, e em seguida assumi a Direção da Escola Municipal “Cândido Honório Soares Ferreira, durante 4 anos”. Reassumindo em 1993 a direção do Centro Social do Crespo, durante 2 anos. E em meados de 1995 e 1996, fico como Coordenadora Distrital da Zona Oeste e Centro-Oeste, atendendo 11 escolas de Educação Infantil e proporcionando cursos de Pintura, dobraduras, fantoches, Tangran, etc. para Professores das escolas municipais.

E m 2 de março de 1997, leciono atualmente como professora de Metodologia Científica, atendendo 666 alunos, em 18 turmas de 37 alunos. Sendo uma vez por semana em cada sala de aula. È dignificante direcionar o estudo e aprendizado desses jovens, futuros governantes, mestres, etc. Em nosso país, rompendo com o tradicional e oportunizando novos paradigmas no atual contexto.


MINHA HISTÓRIA DE VIDA ACADÊMICA


Minha história de vida acadêmica me surpreendeu. De 1981 à 1984 fiz Filosofia no “CENESC”, desisti. de 1992 à 1994, cursei Fisioterapia na “Faculdade Nilton Lins”, e mais uma vez desisti, e em 1999, fiz o vestibular na Faculdade Martha Falcão, para o Curso de Pedagogia, fui aprovada. Foi onde me encontrei, foi o que sempre quis, felizmente nunca é tarde para estudar, e iniciei um processo muito rico de sistematização dos problemas que tanto me sensibilizaram durante a, de produzir conhecimento, de viver a universidade, de pensar e viver o mundo. Experiência escolar. O curso transcorreu entre descobertas, reflexões e mudanças de visão de mundo. Para tantos, foram significativas as atividades didáticas realizadas nas disciplinas curriculares, as atividades de representação estudantil e, muito especialmente, as atividades da iniciação científica. Faz-se necessário registrar ainda, a relevância dos momentos de convivência com os sujeitos que fizeram o dia-a-dia á Faculdade Martha Falcão, o estar na Faculdade, nos pátios, corredores, escadas, auditórios, biblioteca, e sala de aula e lanchonetes, toda a ambiência promovida era indiscutivelmente um convite à alegria de aprender.

Os relatórios de estágio, foi um grande aprendizado na minha vida acadêmica, provocado pela inquietante articulação entre teoria e prática, houve reflexões contextualizadas, interação entre alunos (as) e expressões de idéias produzidas coletivamente.

Entre altos e baixos surge um único empecilho em decorrência do “diabetes”, foi na perna esquerda. Mas graças a Deus e a Coordenadora Maria de Lourdes Hawatt, que acreditou nas minhas possibilidades, me dando uma segunda chance. Felizmente existe pessoas que oportunizam e atentam para nós expectativas, vislumbrando novas competências e aprendizados.

Superei o 7º Período, venci com a ajuda da Professora e mestra Lourdinha, das amigas Ivana Carolina de Assis e Maria de Nazaré da Silva e Silva, que independente de qualquer coisa, acreditaram em mim e na minha capacidade.

Venci, superei, refleti, analisei, galguei,surpreendentemente, consegui e me formei no dia 23/09/1996, no Curso de Pedagogia da “Faculdade Martha Falcão”.


MINHA RELAÇÃO A ÁREA NA QUAL DESEJO INGRESSAR


Em março de 2007, iniciei o curso de Pós-Graduação em Psicopedagogia na Faculdade Martha Falcão. O processo Ensino-aprendizagem, ocorre, pois os professores são bastante comprometidos com a educação, têm metodologias descritas como inovadoras, de qualidade de vida dos sujeitos envolvidos e com interações importantes que interferem no processo educacional.

Mudar é o rumo da trajetória existencial de um ser humano. Minha prática pedagógica se renova e se revigora cotidianamente, e me proporcionam um intenso exercício de produção do conhecimento, que troque idéias, contrapus outros, argumentei, discordei, concordei, acolhi sugestões,ouvi, falei. Enriquecemos-nos mutuamente em autênticos diálogos fundamentados nos princípios de humildade, solidariedade e dignidade humana.

As atividades em muito contribuíram para a minha qualificação pessoal e profissional, mostrando a pertinência da minha proposta de pós-graduação e a sua implicação na vida prática e cotidiana das escolas.

Os desafios são muitos; contudo as surpresas são grandes. Atingimos patamares que começam a nos encher de justificadas esperanças. A possibilidade do

Novo, de mudar a escolar contribuir com os novos tempos, com a chance de libertar-se da camisa - de – força Burocrática, sair do casulo e tornar-se um lugar empolgante, onde a construção do conhecimento tenha significados para educandos e educadores, onde a meta seja o crescimento do aluno e sua instrumentalização para a vida como indivíduo profissional e cidadão. Para isso, é essencial uma radical mudança na forma de compreender o significado de educar, o papel da escola e a pessoa do aluno, além de uma total abertura para a convivência democrática.

É preciso ser diferente para ver diferente. Se, se pretende uma educação transformadora, o professor deve abrir as portas de sua mente e do coração para o novo, para o desafio de reinventar, o ato educativo. Isso implica mudanças profundas e radicais: de concepções, de paradigmas e valores.

Permanecer como detentor do poder e da reprovação, é manter uma postura de antagonismo, de ouvidos surdos aos sonhos e projetos dos alunos. É insensatez, injustiça e impossível no contexto atual. O professor passa do papel de palestrante a investigador da aprendizagem, e a aprendizagem deixa de ser ensinada para tornar-se assistida.

As intencionalidades de idéias, valores, atitudes e práticas que vão influenciar as escolas e seus profissionais na configuração das práticas formativas dos alunos, determina o tipo de sujeito a ser educado.

Contudo as universidades devem agregar novos valores a seus serviços, ao mesmo tempo que redescobrem sua natureza, sua missão e sua identidade. Pode ser úteis, se corresponder aos desafios do mundo atual: a satisfação dos clientes, a produtividade, a redução dos custos, a otimização dos resultados, a criatividade,a inovação e a sobrevivência pela competividade. Devem formar profissionais capazes de corresponder as novas necessidades do mercado.

Não tenho respostas prontas, mas um horizonte construído pelo campo do saber da Psicopedagogia , que me favorece iluminando os meus caminhos, no avanço

Como profissional da educação, oportunizando aos alunos a criatividade, a produção de idéias, abrindo espaços para construção.

Enquanto aprendente, , compreendo o conhecimento como uma teia, uma aliança em toda a minha trajetória , tenho participado de seminários, feito pequenos arinha própria visão de construção transdisciplinar do conhecimento, compreende minha experiência vivencial como sendo um complexo feixe de movimentos, como um caleidoscópio em rotatividade, onde cognição, afeto e inserção social possa efetivamente contribuir para nossos processos de aprendizagem e desenvolvimento enquanto seres humanos.

O que aqui relato é sobre o que vivencio, vejo e observo, fundamentando-me num movimento próprio de sistematizar minhas açoes práticas, alinhavando novas maneiras de aprender e continuar aprendendo de acordo com o que registro.

Cabe aqui salientar que o aqui escrito, é, caracterizado, pelo provisório, visto que, enquanto ser pensante, eu reflito, escrevo, e sistematizo, podendo adiante discordar com as idéias aqui expressas, ou ainda acrescentar outras que possam ganhar relevância com a minha construção e reconstrução do conhecimento.

No transcorrer do Curso de Psicopedagogia, muito foi (re) construído, em relação a minha pessoa, novos conhecimentos, concepções, reflexões, relacionamentos, convivência com as diferenças, valores, conceitos, culminando com a escrita do Memorial de Formação que resgata e registra o que talvez ficasse perdido pela memória. Através do que escrevi, foi possível resgatar, escrever sobre o que penso, o que vivo, o que faço, tanto no setor pessoal, quanto como profissional de educação e preocupada em ter coerência com a minha prática pedagógica e com aquilo que acredito e com outra maneira de olhando o mundo, envolvendo também um sentimento de vitória e valorização como educadora.

“Aprendi muito, porém sei que sempre terei muito a aprender, como disse Paulo Freire” inacabado, sei que sou ,um ser condicionado mas consciente do inacabamento, sei que posso ir mais além dele. (1993, p.59).

É uma verdade o que nos fala Paulo Freire, não tenho dúvidas que ainda tenho muito a aprender, e muito trabalho pela frente. Pois mudanças não ocorrem como um passe de mágica, ao contrário, demandada tempo,persistência e reflexão. Pois nós mão somos seres pronto, e temos que transcender o nosso conhecimento. Buscando, criando, produzindo, questionando, inovando, interferindo, refletindo e analisando.


REFERÊNCIAS


OLIVEIRA, Sergio Godinho. A nova educação e você. O que os novos caminhos da Educação Básica Pós-LDB têm a ver com educadores, pais, alunos e com a escola. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho Científico. 22 ed.rev.ampl. SãoPaulo: Cortez, 2002 p.175-176.

LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de Metodologia Científica. 6 ed.reimpr. São Paulo: Atlas, 2007.

LIBÂNEO, José Carlos. Educação escolar, política, estrutura e

organização.2 ed. São Paulo^Cortez, 2005

FREIRE, Paulo. Educação: O sonho possível. In: Brandão

(C.R (org.). O educador vida e morte. 9 ed. Rio de Janeiro: Graal: 1989.

________________ Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários á prática educativa. 2 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005.

__________________ Pedagogia do Oprimido; 17 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2004.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Blogdalouse:Principais Transtornos de Aprendizagem e suas intervenções Possíveis

Principais Transtornos de Aprendizagem e suas intervenções Possíveis

Dalva Dias – Psicopedagoga

Especialista em Gestão Escolar e Psicopedagogia

É preciso fazer uma intervenção ré educativa em métodos tradicionais que em nada contribuem para o sucesso escolar. Esses métodos usam características e variáveis de produto, com pouca atenção sobre outras variáveis de processo, também importantes à luz do processo ensino-aprendizagem.

Como é o caso dos métodos pedagógico-ré educativos de leitura, escrita (ortografia) e de calculo, os quais esta análise abordará. Estes métodos precisam ter fundamentação teórica que os enquadre. Apresentem objetivos, estratégias de mediação e de interação, com conteúdos psicolinguísticos (fonológicos, semânticos, sintáticos etc.) e com rotinas psicofuncionais, cognitivas e matacognitivas e subaquisições da leitura: síntese, análise, compreensão, ideação etc.), bem como estratégias de intervenção de informação, com reforços sociais, com técnicas de comportamento e com enfoque direto em outras variáveis significativas da aprendizagem.

Isto se faz necessário, pois, segundo Drouet (1995), em Distúrbio de Aprendizagem, “(...) o desenvolvimento é um processo contínuo É preciso, portanto, um certo grau de relacionamento entre todas as funções, além de uma linguagem interior já adquirida, para chegar à escrita e à leitura (...)”. (p. 17)

Para que escrita ocorra, é necessária uma ação conjunta das seguintes aptidões: discriminação auditiva; composição e decodificação dos sons; discriminação visual; organização e orientação dos elementos no espaço; seqüência temporal;coordenação dos movimentos finos; conhecimento e controle do próprio corpo; noção de lateralidade.

Não é fácil fazer uma classificação dos distúrbios que prejudicam a aprendizagem, pois não há uma definição do que seja um distúrbio de comportamento, nem que seja um comportamento considerado normal. Qualquer definição de mudança ou variação de um comportamento será referente ao ambiente cultural, social e histórico no qual o individuo está inserido. Se este apresenta modo de agir com características de comportamento da maioria dos outros elementos de seu grupo social, isto é considerado normal. Caso ele se afaste das regras ou normas sociais estabelecidas, isto é, dos padrões do grupo, seu comportamento é considerado anormal.


A criança tem um distúrbio de comportamento quando ela apresenta desvios da expectativa de comportamento do grupo etário a que pertence. Ou seja, quando ela não está ajustada aos padrões da maioria desse grupo e, portanto, seu comportamento é perturbado, diferente dos demais. Nesse caso a criança pode até sofrer punições por parte de seus companheiros ou de seus superiores. E muitas vezes seu comportamento pode se manifestar como um problema para a sua aprendizagem. (DROUET, 2003, p. 77)

Todos os distúrbios – da fala, da audição, emocionais, do comportamento etc. – têm sua origem em causas diversas, constituindo-se em empecilho à aprendizagem. O conhecimento de suas causas, sua origem, seus sintomas e, se possível, seu tratamento, interessam a equipe multidisciplinar ligada a educação e, principalmente ao educador que se preocupa com a aprendizagem e muitas vezes não sabe com lidar com esses problemas bastante comuns na sala de aula, que embora sejam de origens diversas, constituem obstáculos à aprendizagem. Por isso,´é importante conhecê-los para poder encaminhá-los a um profissional competente.

Disgrafia – É a dificuldade na utilização dos símbolos gráficos para exprimir idéias. Caracteriza-se pelo traçado irregular das letras e pela má distribuição das palavras no papel. A criança consegue copiar um texto, porém, quando esse mesmo texto é ditado, ou então quando esse texto é uma dissertação, surgem sérios problemas de escrita. Cool (1996), (apud PORTO, 2007, p. 65)

Características:

· O individuo não possui dificuldades visuais nem motoras, mas não consegue transmitir as informações visuais ao sistema motor. Deficiência de “transmissão”.

· Fala e lê, mas não encontra padrões motores para a escrita de letras, números e palavras.

· Não possui senso de direção, falta-lhe equilíbrio.

· Pode soletrar oralmente, mas não consegue expressar idéias, por meio de símbolos visuais, pois não consegue escrever.

Intervenção:

Avaliação multidisciplinar e acompanhamento Psicopedagogico, usar o espaço físico e material didático (sulfite, caderno, cartazes etc.), balé desenvolve o equilíbrio e ajuda o desenvolvimento da letra cursiva (letra pequena, traçada de modo rápido e corrente)

Disortografia – É a incapacidade de apresentar uma escrita correta, com o uso adequado dos símbolos gráficos. A criança não respeita a individualidade das palavras, junta palavras, troca sílabas e omite sílabas ou palavras.

Tem sido definida erroneamente como letra feia ou letra de médico. Na verdade, segundo (OLIVIER, 2007, p.42), “trata-se de algo mais complexo do que apenas letra feia.”

Ela aponta o balé clássico, como forma de desenvolver o equilíbrio e ser útil no tratamento de vários distúrbios, desenvolve também a letra cursiva, o que pode ser útil para solucionar a letra feia, quando não é fruto de nenhum distúrbio.

A disortografia, mais complexa, requer exames e testes específicos para detectar a causa e tratamento adequado. Porém, antes de qualquer teste e exame, é preciso analisar a classe social e a forma como o aluno foi ou está sendo educado e alfabetizado. Se a criança convive com pessoas que pronunciam e escrevem incorretamente as palavras é muito difícil ela aprender de forma correta, na escola.

Discalculia – É o termo usado para indicar dificuldade em matemática. O aluno pode automatizar os aspectos operatórios (as quatro operações, contas, tabuada), mas encontra dificuldade em aplicá-los em problemas. Pelo fato de não entender o enunciado deste, porque tem dificuldade na leitura do mesmo. Segundo Drouet (2003, p. 131), “para os disléxicos graves e para as crianças com DCM, até as operações tornam-se difíceis, porque eles invertem os números ou então sua seqüência”. A criança com DCM luta, na escola contra a intolerância dos colegas e professores e, em casa, contra a impaciência dos familiares. Quando seu nível mental é bom, ela consegue superar essas perturbações, mas poderão persistir alguns sintomas, como hiperatividade, desajeitamento, desorientação espacial, dislexia, disgrafia, dislalia e discalculia.

Dislalia – É má pronúncia das palavras, que caracteriza-se pela omissão ou acréscimo de fonemas, trocando um fonema por outro ou distorcendo-os, ou ainda trocando sílabas. Dessa forma, os sintomas da dislalia consistem em omissão, substituição, acréscimo ou deformação dos fonemas. Tem-se como exemplo, o Cebolinha, do escritor Maurício de Souza, que apresenta dislalia, trocando o som da letra R pelo da letra L

Pode ser causado pela malformação ou alterações na boca, na língua e no palato (malformações congênitas ou como conseqüência de traumatismo dos órgãos fonadores). Por outro lado, certas dislalias são causadas por enfermidades do sistema nervoso central ou pode não haver nenhuma alteração orgânica, a qual denomina-se de Dislalia Funcional.

Pode ser causada por hereditariedade, limitação ou alterações emocionais. Até os quatro anos, os erros na linguagem são considerados normais. Depois, se acriança continuar falando errado, precisará passar por exames específicos para detectar as causas e os possíveis tratamentos.

A dislalia pode afetar também a escrita. O psicopedagogo, ao detectá-la deve encaminhar a criança para um fonoaudiólogo para tratamento específico e, caso apresente falhas de escrita e de leitura, tratá-lo em conjunto (fonoaudiólogo e psicopedagogo) e com outros profissionais acaso se faça necessário.

Atualmente um dos distúrbios de aprendizagem mais citado e divulgado é a dislexia – incapacidade apresentada pelo indivíduo na leitura e escrita. Ela apresenta um tipo de imaturidade cerebral, o que ocasiona a falta de reconhecimento visual e auditivo dos símbolos verbais. Sua natureza funda-se em uma base neurológica. É provável ter no mapeamento uma área específica relacionada às dislexias, porém não existe marca de comprometimento cerebral em testes. Por isso, requer uma atenção especial para conhecê-la mais especificamente e, assim, poder encaminhar a criança portadora desta perturbação inicialmente a um psicopedagogo que fará a avaliação do caso e se necessário indicará outros profissionais para o sucesso do tratamento.

De acordo com Condemarin e Blomquist que apresentam seu entendimento sobre dislexia,

Entendemos por dislexia específica ou dislexia de evolução um conjunto de sintomas reveladores de uma disfunção parietal (o lobo do cérebro onde fica o centro nervoso da escrita), geralmente hereditária, ou às vezes adquirida, que afeta a aprendizagem da leitura num contínuo que se estende do leve sintoma ao sintoma grave. A dislexia é freqüentemente acompanhada de transtornos de aprendizagem da escrita, ortográfica, gramática e redação. A dislexia afeta os meninos em uma proporção maior do que as meninas. (CONDEMARIN e BLOMQUIST apud DROUET, 2003, p. 137)

Assim, a dislexia se refere a um distúrbio de aprendizagem que atinge cada vez mais crianças com dificuldades na leitura e escrita. Essas crianças não identificam sinais gráficos, letras ou qualquer código que caracterize um texto, mesmo que seja considerada uma criança normal em todos os aspectos (inteligência, saúde e órgãos sensoriais, estado emocional, motivação e educação adequada). Ressalta-se que por trás de uma dificuldade específica de aprendizagem, existe sempre um elemento biológico, hereditário, ou seja, há uma tendência de que a dificuldade ocorra em outros membros da família.

Por isso, precisa-se dar atenção a alunos que apresentam um histórico de repetência, não consegue ler e escrever, soletrar, não tem associação simbólica em seqüência, apresenta dificuldade em nomear objetos, entender a tabuada. Assim, pode-se estar diante de alunos disléxicos. Então, logo que for constatada essas características deve-se encaminhar a profissionais qualificados que saibam lidar com esse distúrbio. E a escola por sua vez, deve ter sensibilidade e competência para não permitir que a criança portadora deste distúrbio seja humilhada, nem destituída de seu potencial, deve conduzi-la a descobrir suas próprias habilidades e seu próprio caminho de aprender.

Sabe-se que a criança portadora de dislexia não tem comprometimento mental ou sensorial, tão pouco porque teve seu desenvolvimento comprometido por gestação inadequada, nascimento prematuro ou alimentação imprópria. É fato que ela tem um componente genético, com exceção em caso de acidente cerebral vascular (AVC).

Olivier (2007) aconselha aos disléxicos a pratica de esportes para desenvolver a coordenação motora, raciocínio, agilidade etc. E aponta a natação como um dos melhores, em seguida os esportes com bola (futebol, vôlei etc.). Como também todas as atividades artísticas, destacando-se o balé e o teatro.

Por tudo isso, o professor tem papel fundamental no auxílio do aluno disléxico, estimulando-o em aulas de criatividade, não exigir bom desempenho em aulas teóricas ,não exigir leitura em voz alta sem seu consentimento não ridicularizá-lo nem permitir que os colegas o ridicularizem por não acompanhar a turma. Deve-se incentivá-lo nas coisas que ele gosta e faz bem feito, estimulá-la a observar as palavras e falar francamente sobre suas dificuldades, conduzindo-a a reconhecer que pode fazer muitas coisas bem-feita. Então, cabe ao professor usar toda sua criatividade e empenho para tornar suas aulas estimulantes e proveitosas a todos os alunos, independentemente de apresentarem distúrbio de aprendizagem.

Os distúrbios da motricidade por sua vez, dizem respeito aos transtornos psicomotores que compreendem as funções psíquicas e neurológicas, além de um atraso na maturação do sistema nervoso central. Tendo como característica principal a falta de coordenação entre o que se pretende e a ação propriamente dita, o que dificulta no indivíduo capacidade de expressar-se pelo corpo. Isto ocasiona distúrbios afetivos e, problemas de aprendizagem.

Outro distúrbio muito freqüente em crianças em idade escolar é a hiperatividade, que é uma perturbação psicomotora. Não é um comportamento apenas com excesso de atividades, mas também com a dinâmica em relação aos objetos e a seu próprio corpo. Ou seja, as crianças hiperativas não têm controle motor, o que ocasiona movimentos bruscos e inadequados, expressão facial descontrolada, fala e respira com dificuldade, tem mudança freqüentes de humor e instabilidade afetiva.

A Síndrome de Déficit de Atenção em Hiperativos – também conhecida como Transtorno de Déficit de Atenção em Hiperativos (TDAH), ocorre quando uma formação imatura deixa passar todo tipo de estímulo, impedindo a formação de um foco de atenção. Sendo sinais de alerta da falta de atenção ou dificuldade de concentração: dispersividade, aparente hiperatividade, dificuldade de concentrar-se, dificuldade de manter uma atividade em curso.

A TDAH é caracterizada por uma hiperatividade exagerada, tornando a criança irritada, impaciente para brincar, inclusive quebrando constantemente seus brinquedos, chora muito e tem sono irregular.

José e Coelho (1999), (apud PORTO, 2007, p. 69), apontam como característica fundamental desse transtorno “um padrão persistente de desatenção, impulsividade e/ou hiperatividade-impulsividade que é mais freqüente e severa que o tipicamente observado em indivíduos em um nível comparável de desenvolvimento”.

As pessoas com TDAH apresentam geralmente os três tipos de problemas, mas com diferentes graus de intensidade.

A criança é hiperativa, desatenta e/ou impulsivas se apresenta: desatenção, falta de atenção em detalhes, ou erro por descuido; dificuldade de se concentrar em tarefas ou jogos; desatenção quando lhe dirigem a palavra diretamente; não segue instruções e falha em terminar os deveres da escola ou tarefas do dia-a-dia, não consegue organizar tarefas e atividades; resistência ou desagrado em desenvolver tarefas que exijam esforço mental constante – trabalhos escolares e lições de casa -; tem facilidade em perder objetos necessários as tarefas escolares ou atividades – material escolar, brinquedos -; é distraída, esquece das atividades diárias; é inquieta, mexe-se na cadeira, balança os pés, movimenta as mãos, levanta-se da cadeira com freqüência na sala de aula ou em outras situações em que se espera que permaneça sentada; corre ou pula excessivamente em situações inapropriadas; dificuldade em participar de jogos de laser em silêncio; parece estar sempre, segundo Porto, a “mil por hora” ou a “todo vapor”; fala sem parar; costuma interromper conversas e não espera que terminem frases para respondê-las; não sabe esperar sua vez nos jogos, nas brincadeiras e nas filas; interrompe assuntos e faz perguntas antes da hora.

Pode-se intervir da seguinte forma: organizar a sala de aula, firmando as expectativas do professor na realização de cada tarefa, rotinas diárias, recursos visuais e auditivos. Verificar se possui todo material para execução da tarefa; caso contrário, deve-se ajudá-lo a consegui-lo; dividir as atividades em unidades menores, pedir-lhe que as resolva e avisar quando terminar de fazê-las; iniciar as aulas pelas atividades que requerem atenção, deixando para o final aquelas que são mais “agradáveis e estimulantes”. Segundo Relvas (2007).

O importante e ter em mente que o aluno com TDAH aprende melhor as atividades estruturadas. Se possível, utilizar musica como fundo musical para proporcionar um clima agradável, harmônico e tranqüilo.

Sem dúvida, a estratégia mais geradora de mudança tem sido adotar uma atitude positiva, como elogios, e recompensa pelos comportamentos adequados, já que os estudantes com TDAH são sempre chamados à atenção para o que fazem errado..

Quando o estudante ficar agitado, frustrado ou atrapalha o trabalho de sala de aula, redirecioná-lo para outra atividade ou situação. Por exemplo, mandá-lo buscar ou levar um material na secretaria, permitir que saia para dar uma volta, beber água, combinar sinais discretos para chamar-lhe a atenção ou lembrá-lo dos acordos.

Na sala de aula o aluno deve sentar próximo do professor, para que este possa acompanhar de perto seu trabalho, o aluno deve ficar longe das janelas, de porta e de colegas que o importunem. Achar um meio termo entre a escassa motivação visual e os estímulos em excesso e, finalmente, quando possível, privilegiar turmas menores.

A gagueira é um Distúrbio da fala, que prejudica a aprendizagem, principalmente da leitura. E de acordo com Drouet (2003), há várias teorias sobre suas causas. A teoria de Koop, que é neurológica e que atribui a gagueira a retardos e deficiências motoras mais ou menos graves.

Estatísticas revelam que há uma incidência muito grande de crianças gagas oriundas de famílias com este distúrbio. Isso deve-se ao fato da ansiedade dos pais gagos, que manifestam exagerada preocupação ao menor distúrbio da fala, apresentada pelos filhos, com receio de que eles apresentem o mesmo problema. Essa atitude provoca ansiedade na criança, o que pode determinar a instalação de uma gagueira permanente, não de origem hereditária, mas desencadeada pelo comportamento dos pais..

A hipótese mais provável e a que atribui a gagueira a uma predisposição do indivíduo. Neste caso, manifesta-se em crianças sensíveis e emotivas que, quando submetidas a pressões, desestruturam-se emocionalmente. Assim, seus conflitos internos podem expressar-se sob forma de tiques nervosos ou de gagueira.

E finalmente os distúrbios emocionais que são os que mais perturbam as crianças causando angustiam e depressão. Esses sentimentos podem ser causados pela própria família ou pela escola. Os pais muito severos, exigentes ou ansiosos podem originar na criança medo do professor, fobia da escola ou insegurança.

A escola por sua vez, por seu ambiente de disciplina de estudo obrigatório, de regras e ordens pode ter uma influência negativa na criança.

Diante de todos estes contextos, cabe ao professor manter-se atento à série de descobertas feitas pelas crianças, possibilitando-lhes o máximo de oportunidades de ação, dando atenção a cada um dos alunos, encorajando-os a construir e a se conhecer e aos outros. Incentivar que façam, do que propriamente dar respostas, essas são algumas das atribuições do professor que desenvolve a relação entre cognição e afetividade de forma dinâmica.

E a relação estabelecida com o grupo como um todo e a pessoal com cada aluno é diferenciada em todos os aspectos qualitativos e cognitivos, respeitando-se a maturidade de seu pensamento e a individualidade. Cada aluno está em um nível de desenvolvimento e, a partir deste dado, deve o professor respeitar a ação no ritmo, no tempo peculiar de cada um, sem antecipá-lo na ação, exceto em situações frustrantes para ele, Logo, deve o professor trabalhar não só como grupo todo, mas também as crianças uma a uma.

Para ser validada toda educação, toda ação educativa deve necessariamente ser precedida de uma reflexão sobre o homem e de uma análise do meio de vida concreto, do homem concreto a quem queremos ajudar a que se eduque. Se vier a faltar tal reflexão sobre o homem, corre-se o risco de adotar métodos educativos e maneiras de agir que reduzem o homem a condição de objeto, quando a sua vocação é a de ser sujeito e não objeto. (FREIRE, 1999) ,

sábado, 3 de setembro de 2011

blogdalouse: Perfume em Pasta

Materiais utilizados:
30 grs. de cera de abelha (branca)
15 grs. de manteiga de cacau
32 ml. de óleo de gérmen de trigo ou amêndoas
3 ml de essência
4 ml de fixador de perfume
frasco apropriado de alumínio
Espátula.

Modo de Preparo:

  1. Derreta a manteiga de Karité, a manteiga de cacau e a cera de abelha;
  2. Adicione o óleo de gérmen de trigo ou amêndoas;
  3. Agora acrescente a essência que você preferir e misture;
  4. Em seguida, o fixador de perfume;
  5. Envase num frasco de alumínio apropriado e espere esfriar. Utilize o produto após 24 horas.
Dica Especial:
Todos os produtos utilizados têm propriedades hidratantes.

Blogdalouse:Cera para depilação à base de mel

Materiais Utilizados:
125 grs. de cera de abelha
375 grs. de breu
8 ml de glicerina líquida
Panela esmaltada
Forma de alumínio
Bastâo de plástico
Colher de plástico
Pote de vidro
Etiqueta auto-adesiva

Modo de Preparo:
  1. Coloque a cera de abelha e o breu na panela esmaltada e derreta em banho-maria. Vá mexendo com o bastão para dissolver os ingredientes.Deixe a mistura esfriar por 10 minutos.
  2. Em seguida, adicione a glicerina líquida e mexa bem.
  3. Despeje a cera no pote de vidro e feche-o.
  4. Finalize colando a etiqueta no vidro.Se preferir, use um pote de plástico.
Dicas de uso:
  1. Antes de usar a cera, aqueça o pote no micro-ondas durante 2 minutos para amornar.Este tempo varia de acordo da potência de cada forno. Em seguida, aplique a cera na pele, deixe secar e puxe as laterais para retirar.
  2. O prazo de validade desta cera é de 1 ano.
Variações:
Faça também cera em barra. Para isso, use o molde de silicone com o formato desejado e desinforme após 30 minutos de secagem. Par usar, derreta a cera em banho-maria.